Instituto Fome Zero | 17 a 23 de outubro
Acabamos de passar nosso cafezinho!
Na edição que antecede o tão importante e decisivo segundo turno das eleições, destacamos reportagem da Folha de São Paulo publicada nesta sexta-feira (23/10) a respeito do mais importante programa do governo Lula e o maior programa social de combate à fome: o Bolsa Família.
Na reportagem “Quem é o pai do Bolsa Família? Veja a história do programa que tirou o Brasil do Mapa da Fome”, nosso fundador José Graziano da Silva lembrou que, em outubro de 2001, o Instituto Cidadania apresentou o Projeto Fome Zero, desenvolvido com a participação de pesquisadores, movimentos sociais, sindicatos e organizações da sociedade civil. O diagnóstico era que a fome no Brasil não decorria da falta de alimentos, mas da desigualdade, que impedia parte da população de comprá-los.
E foi a partir do Fome Zero que surgiu o Bolsa Família, que hoje atende a cerca de 20 milhões de famílias por mês, transferindo um valor mínimo de R$ 600 a cada uma delas.
O Bolsa Família nasceu de uma tentativa de integrar programas que funcionavam de maneira dispersa, com regras e estruturas administrativas próprias.
“Juntar os instrumentos significava melhorar o alcance e a coerência da proteção, e não apenas trocar o nome de programas”, afirma José Graziano da Silva, economista que coordenou a elaboração do Fome Zero e foi ministro extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome entre 2003 e 2004
Você pode ler a íntegra da reportagem em nosso site, clicando no link abaixo:
Convidamos você a acompanhar hoje ainda a entrevista de nosso diretor Walter Belik sobre a dificuldade que o brasileiro enfrenta para se alimentar bem e entender porque os alimentos ultraprocessados chegam a custar menos que frutas e verduras.
O programa Opinião será exibido nesta sexta-feira, às 20h, na TV Cultura. O programa ficará disponível no YouTube da emissora após exibição.
Essa semana também estivemos em Roma. Nosso fundador José Graziano da Silva participou de dois encontros muito importantes a respeito da continuidade da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.
No dia 14 de outubro, o encontro aconteceu na Embaixada do Brasil, e foi organizado pelas organizações que compartilham o assento rotativo da sociedade civil na Aliança (Instituto Fome Zero, World Vision International, Ação da Cidadania e Instituto Comida do Amanhã). No dia 16, a quarta reunião do Conselho de Campeões realizado na FAO, avaliou avanços e definiu prioridades da aliança para a próxima etapa.
Na opinião de José Graziano da Silva, Diretor do Instituto Fome Zero, a Aliança precisa consolidar-se como uma estrutura permanente de ação, sustentada pela liderança dos países, por financiamento previsível e pela participação efetiva da sociedade civil. Sua continuidade deve estar apoiada em instituições e parcerias capazes de atravessar mudanças de governo e de prioridades políticas.
Em um cenário de conflitos, choques climáticos e restrições à cooperação internacional, a Aliança precisa exigir compromissos que sobrevivam aos ciclos eleitorais e assegurem apoio continuado às políticas nacionais.
Na reunião da Aliança de 16 de outubro na FAO, o embaixador Saulo Ceolin, chefe da Coordenação-Geral de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério das Relações Exteriores e representante brasileiro na copresidência do Conselho, apresentou um balanço dos avanços e obstáculos.
Segundo Ceolin, 19 países já utilizam o processo da Aliança, e dez programas concluíram seus planos de implementação e chegaram à etapa de articulação de parcerias ou à construção de roteiros com os parceiros. O embaixador advertiu, entretanto, que as ofertas de conhecimento avançaram mais rapidamente que o financiamento. A escassez de doações iniciais, necessárias para demonstrar resultados e preparar a ampliação dos programas, continua sendo um entrave.
Leia a íntegra da reportagem em nosso site, clicando no botão abaixo:
O QUE FOI NOTÍCIA NO BRASIL E NO MUNDO
FOME
A memória e a realidade da fome deveriam ser determinantes para o seu voto – Le Monde Diplomatique Brasil
Bolsa Família 23 anos: da saída do Mapa da Fome às ameaças dos Bolsonaro – TVT
Agricultura familiar e fome: o que Flávio Bolsonaro e Lula propõem – CNN
Dívida Pública e Déficit Fiscal: os limites reais do gasto público para além da analogia com o orçamento doméstico – IFZ
Gênero e raça: o que os indicadores da saída do Mapa da Fome não contam sozinhos – Consultor Jurídico
Relatora defende resgate da dignidade humana no combate à fome – ONU
O Orçamento Federal no combate à fome: contraste entre governos – IFZ
COMIDA E CLIMA
Intensidade sem precedentes do El Niño vai multiplicar eventos climáticos extremos – ONU
El Niño ainda não causa efeito previsto na cultura do arroz – Folha de SP
Agricultoras enfrentam a crise climática para continuar produzindo alimentos – Nós mulheres da periferia
Artigo analisa trajetória da agroecologia na Embrapa e aponta caminhos para futuro da área – Embrapa
No agro, Super El Niño muda onde plantar e como escoar a safra – Capital Reset
El Niño pode elevar riscos para o milho safrinha de 2027 – Agrolink
COMIDA E CIDADE
Banquetaço cobra políticas permanentes de combate à fome no DF nesta sexta-feira (23) – Brasil de Fato
Prefeitura de Parintins inicia projeto de hortas comunitárias integrado ao protocolo Brasil Sem Fome – Parintins
Estudo analisa a agricultura orgânica familiar na Rede de Agroecologia do Leste Paulista – Embrapa
Paraná investirá R$ 39 milhões em 13 projetos de agroecologia; confira em quais municípios – Bem Paraná
COMIDA E CULTURA
Direito à alimentação: uma conquista da humanidade, acima das ideologias – IFZ
Mais de 700 mudas transformam o entorno da Lagoa de Ibirité com agroecologia e mobilização comunitária – Observatório do Terceiro Setor
INTERNACIONAL
Fome atinge mais de um quarto da população mundial – ONU
Quênia tira lições do Semiárido brasileiro para fortalecer seu programa de acesso à água – IFZ
Afeganistão tem alimentos, mas população passa fome por falta de dinheiro – ONU



