Roadmap elaborado para contribuir com a Presidência da COP30 apresenta caminhos para reduzir a dependência de combustíveis fósseis, proteger florestas e territórios e redirecionar o financiamento climático, reconhecendo a agricultura familiar como força estratégica dessa agenda.
Blog do IFZ | 03/11/2026
A produção, o processamento, o transporte e o consumo de alimentos têm implicações diretas para a crise climática. Os sistemas agroalimentares respondem por uma parcela expressiva das emissões globais de gases de efeito estufa, pressionam florestas e outros ecossistemas e influenciam as condições de vida de milhões de pessoas. Sua inclusão nas estratégias climáticas exige atenção a toda a cadeia alimentar e às diferentes formas de produzir e abastecer a população.
Essa perspectiva orienta Agricultura Familiar na Transição Justa dos Sistemas Agroalimentares: Contribuições aos mapas do caminho da COP30, documento elaborado para contribuir com três roteiros de ação solicitados pela Presidência da COP30: a transição para longe dos combustíveis fósseis, a interrupção e reversão do desmatamento e da degradação florestal e a mobilização de financiamento climático. O trabalho apresenta um diagnóstico das relações entre sistemas agroalimentares e crise climática e reúne recomendações para políticas públicas, investimentos e processos de governança.
A pesquisa e a redação foram conduzidas por Marco Antonio Teixeira, sob a coordenação de Paulo Petersen, Enviado Especial da COP30 para a Agricultura Familiar e coordenador executivo da AS-PTA. Desenvolvido entre abril e maio de 2026, o trabalho combinou revisão de literatura e documentos públicos, um exercício participativo de mapeamento por questionário on-line e nove conversas e entrevistas semiestruturadas com pesquisadores e representantes de organizações da sociedade civil e instituições internacionais. Uma versão preliminar também foi submetida à leitura crítica de colaboradores.
A crise climática também passa pelos sistemas agroalimentares
Os sistemas agroalimentares respondem por aproximadamente 30% das emissões globais de gases de efeito estufa, constituindo a segunda maior fonte de emissões, depois do setor de energia. Apesar dessa participação, sua presença na distribuição dos recursos climáticos permanece proporcionalmente reduzida. Em 2023, mais de 70% do financiamento climático mundial foi destinado aos setores de energia e transporte, enquanto agricultura, indústria e resíduos, somados, receberam menos de 10%.
A dependência de combustíveis fósseis atravessa todas as etapas desses sistemas. Segundo estimativas da Global Alliance for the Future of Food citadas no documento, eles consomem pelo menos 15% do uso anual de combustíveis fósseis no mundo. Desse total, 42% correspondem ao processamento e à embalagem, enquanto 38% estão relacionados ao varejo, ao consumo e ao desperdício. A produção agrícola e o uso da terra representam aproximadamente 15%, e a fabricação de insumos, cerca de 5%.
Essa dependência está presente na fabricação de fertilizantes sintéticos, especialmente os nitrogenados, que utiliza principalmente gás natural; na produção de agrotóxicos; na operação de máquinas e sistemas de irrigação; no transporte de alimentos por longas distâncias; na refrigeração e no processamento industrial. Soma-se a isso o uso de plásticos em embalagens e insumos. De acordo com a estimativa apresentada pela Global Alliance, produtos relacionados a alimentos e fertilizantes representam aproximadamente 40% dos produtos petroquímicos.
A substituição das fontes fósseis na matriz energética, embora necessária, não basta. Uma pesquisa publicada na revista Science, em 2020, citada no documento, indica que as tendências atuais dos sistemas alimentares, impulsionadas também por processos biológicos e mudanças no uso da terra, poderiam comprometer a meta de limitar o aquecimento global a 1,5 °C, mesmo na hipótese de interrupção imediata das emissões provenientes de combustíveis fósseis.
A conversão de florestas e outros ecossistemas é outra dimensão dessa relação. A expansão de determinadas cadeias de commodities, especialmente as relacionadas à pecuária e à produção de grãos destinados à alimentação animal, exerce pressão sobre esses ambientes. No Brasil, a agricultura permanente respondeu por 73% da perda de floresta primária entre 2002 e 2025, principalmente em associação com a soja e a pecuária.
As causas da perda florestal, entretanto, variam conforme as condições econômicas, sociais e territoriais. Em partes da Bacia do Congo, de Madagascar e do Sudeste Asiático, a agricultura de pequena escala e de subsistência está relacionada à necessidade de produzir alimentos, obter lenha e gerar renda, frequentemente em contextos de pobreza e insegurança no acesso à terra. Em regiões de florestas temperadas e boreais, o abandono de áreas rurais e a falta de manejo adequado da vegetação podem contribuir para o acúmulo de biomassa e elevar o risco de incêndios.
A proteção florestal requer, assim, respostas distintas: enfrentar as atividades econômicas que impulsionam a conversão e a degradação dos ecossistemas e assegurar condições para que as populações locais permaneçam em seus territórios e desenvolvam práticas sustentáveis de produção e manejo.
Agricultura familiar como força estratégica
Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), citadas no documento, unidades familiares manejam entre 70% e 80% das terras agrícolas do mundo e produzem mais de 80% dos alimentos em valor. Sua contribuição também envolve a conservação da agrobiodiversidade, a manutenção de conhecimentos e práticas locais, a dinamização das economias territoriais e a oferta de alimentos diversificados.
A agricultura familiar reúne realidades bastante distintas. Há agricultores integrados às cadeias de commodities em condições subordinadas, muitas vezes dependentes de insumos externos e de modelos produtivos industriais. Para esses segmentos, a transição requer alternativas técnicas e econômicas, assistência, crédito e garantias de comercialização.
Também fazem parte desse universo agricultores e agricultoras que desenvolvem experiências agroecológicas, sistemas agroflorestais e modelos agrossilvipastoris, além de povos indígenas, povos e comunidades tradicionais, comunidades afrodescendentes, pescadores artesanais, pastores e grupos urbanos envolvidos na produção e no abastecimento de alimentos.
Mulheres e jovens desempenham papel fundamental nessas atividades, da produção e conservação de sementes ao manejo da biodiversidade, à transmissão de conhecimentos e à organização comunitária. Persistem, contudo, desigualdades no acesso à terra, à renda, ao crédito, à assistência técnica e aos espaços de decisão. Enfrentá-las é parte essencial de uma transição justa, que também precisa assegurar a participação desses grupos na definição das políticas e na distribuição dos recursos.
Além da redução de emissões, os sistemas agroalimentares devem contribuir para o direito humano à alimentação adequada, a geração de trabalho e renda, a saúde pública, a conservação da biodiversidade e a proteção dos territórios.
Produção, territórios e mercados
A transição agroecológica depende de incentivos, mecanismos de renda e garantias que reduzam os riscos assumidos pelas famílias agricultoras. Crédito rural, assistência técnica e extensão, formação profissional e acesso a mercados são instrumentos fundamentais. O apoio público pode favorecer sistemas agroflorestais, manejo ecológico dos solos e da agrobiodiversidade e fontes descentralizadas de energia renovável.
A assistência técnica e a extensão rural precisam oferecer acompanhamento continuado e conhecimentos adequados às condições de cada propriedade e território. Entre suas atribuições estão apoiar a diversificação produtiva, a restauração de áreas degradadas e a implantação de sistemas agrossilvipastoris, que combinam atividades agrícolas, pecuárias e florestais. A diversificação e a melhoria dos solos também favorecem a adaptação climática e reduzem a dependência de insumos sintéticos.
A aproximação entre produção e consumo é outra frente de ação. Circuitos curtos de comercialização e fontes renováveis de energia na produção, no processamento, na refrigeração e no transporte podem reduzir deslocamentos, fortalecer economias locais e ampliar a capacidade de abastecimento. O documento cita o Projeto Ligue os Pontos, da cidade de São Paulo, que articula proteção da área rural, assistência técnica e acesso de agricultores a mercados urbanos.
A redução da dependência de fertilizantes sintéticos e agroquímicos envolve apoiar a produção local de biofertilizantes, a compostagem, a adubação verde, o uso de plantas de cobertura e outras práticas que favoreçam a fertilidade dos solos e a reciclagem de nutrientes. O objetivo é fortalecer sistemas produtivos que aproveitem ciclos ecológicos locais e dependam menos de mercados externos de insumos.
O programa Andhra Pradesh Community-Managed Natural Farming, desenvolvido na Índia, oferece um exemplo de iniciativa em grande escala. Iniciado em 2016, apoia sistemas sem insumos sintéticos e promove diversificação de cultivos, controle biológico de pragas, conservação dos solos, uso de sementes locais e produção de insumos naturais. O programa envolve aproximadamente 1,8 milhão de famílias agricultoras.
A garantia dos direitos territoriais é igualmente importante. Demarcação de terras indígenas, regularização fundiária, reforma agrária e políticas de proteção territorial permitem que agricultores familiares, povos indígenas e comunidades tradicionais mantenham seus modos de vida, invistam em sistemas diversificados e conservem os ecossistemas dos quais dependem.
A restauração de terras agrícolas degradadas pode reduzir emissões, capturar CO₂, fortalecer a resiliência climática e gerar benefícios sociais, econômicos e ambientais. Para isso, precisa estar associada à produção de alimentos, à recuperação da fertilidade dos solos, à proteção dos recursos hídricos, à conservação da biodiversidade e à geração de renda. Sistemas agroflorestais, manejo florestal sustentável e práticas agroextrativistas baseadas na sociobiodiversidade são algumas das possibilidades.
O Brasil reúne experiências que ilustram essa articulação. Reservas extrativistas na Amazônia, fundos de pasto na Bahia e faxinais no Paraná são formas de organização reconhecidas pelo Estado nas quais o uso coletivo e o manejo dos territórios contribuem para a conservação ambiental e a continuidade dos modos de vida locais. Essas experiências também mostram que a produção familiar pode ocorrer em áreas comunitárias, para além dos modelos baseados exclusivamente na propriedade individual.
O documento também alerta para os riscos territoriais de iniciativas associadas à transição energética. Projetos de energia renovável em grande escala, expansão de biocombustíveis e atividades de mineração de terras raras podem reproduzir concentração fundiária, apropriação privada de bens comuns, competição com a produção de alimentos e conflitos quando implantados sem garantias de direitos e participação das comunidades. A questão não está nas tecnologias em si, mas nos modelos de implantação e controle. Iniciativas descentralizadas, integradas à produção e conduzidas com participação territorial oferecem outras possibilidades.
Compras públicas, mercados institucionais, equipamentos de armazenamento e distribuição e políticas municipais de alimentação podem criar demanda estável para alimentos saudáveis, diversificados e culturalmente adequados. Ao oferecer garantias de comercialização, esses instrumentos reduzem riscos para os produtores e fortalecem cooperativas e organizações comunitárias.
O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é uma referência brasileira nessa articulação entre agricultura familiar, alimentação escolar, segurança alimentar e desenvolvimento territorial. Ao estabelecer a compra obrigatória de alimentos da agricultura familiar para a alimentação escolar, o programa fortalece economias locais, estimula circuitos curtos e amplia a diversidade dos alimentos oferecidos. A iniciativa PNAE Agroecológico busca aprofundar esse potencial, promovendo a inclusão de alimentos agroecológicos nas refeições escolares e apoiando melhorias na gestão pública e nos arranjos institucionais necessários a compras sustentáveis.
A promoção de dietas saudáveis e sustentáveis também integra essa agenda. Em regiões onde o consumo é elevado, recomenda-se reduzir a participação de carnes, laticínios e alimentos ultraprocessados, ampliando o acesso a alimentos vegetais e minimamente processados. Políticas de alimentação e nutrição, diretrizes alimentares, regulação dos ambientes de consumo e medidas que ampliem a disponibilidade de alimentos saudáveis pode favorecer essas mudanças.
Estimadas entre 8% e 10% das emissões globais de gases de efeito estufa, as perdas e o desperdício de alimentos ocorrem em diferentes etapas, da produção ao consumo. Enfrentá-los exige melhorias no armazenamento, transporte, distribuição e comercialização, além de infraestrutura, políticas de abastecimento e ações de educação alimentar.
Governança democrática e políticas integradas
A agenda exige coordenação entre políticas climáticas, alimentares, energéticas, de saúde, urbanas e florestais. Essa integração precisa estar presente nos compromissos climáticos nacionais, com objetivos, metas, fontes de financiamento e mecanismos de monitoramento. As Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e os Planos Nacionais de Adaptação (NAPs) são instrumentos importantes para incorporar os sistemas agroalimentares às estratégias de mitigação e adaptação.
A participação da sociedade civil confere legitimidade, representatividade e controle social às políticas. O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) é apresentado como referência brasileira de participação institucional. Sua composição reserva dois terços das vagas a representantes da sociedade civil, permitindo que organizações e movimentos sociais participem da formulação e do acompanhamento das políticas de segurança alimentar e nutricional.
Essa participação precisa alcançar as etapas de decisão, implementação, monitoramento e avaliação. Organizações da agricultura familiar, movimentos sociais, redes territoriais, povos indígenas e comunidades tradicionais devem ter condições efetivas de influenciar as políticas que afetam seus territórios e meios de vida.
Também é necessário prevenir conflitos de interesse e limitar a captura das decisões públicas por interesses corporativos. Regras de transparência e salvaguardas podem assegurar que as decisões permaneçam orientadas pelo interesse público, em espaços multilaterais com participação efetiva dos governos e da sociedade civil.
Redirecionar o financiamento
Os sistemas agroalimentares receberam aproximadamente US$ 94,9 bilhões por ano em financiamento climático em 2021 e 2022, o equivalente a 7,2% do total, segundo dados da Climate Policy Initiative citados no documento. No financiamento público internacional para o desenvolvimento, foram destinados US$ 16,3 bilhões de um total de US$ 640 bilhões, ou 2,5%. Apenas US$ 9,1 bilhões desse montante atenderam, de alguma forma, a critérios agroecológicos.
Ao mesmo tempo, volumes expressivos de recursos continuam sustentando atividades associadas a impactos ambientais. Entre 2021 e 2023, os subsídios agrícolas globais alcançaram aproximadamente US$ 842 bilhões por ano. Do apoio público médio de US$ 650 bilhões, 88% apresentavam risco moderado a alto de impactos ambientais negativos. Em 2023, instituições financeiras mantinham US$ 6,1 trilhões em ativos associados a cadeias de commodities relacionadas ao desmatamento tropical.
O documento organiza 23 instrumentos e mecanismos de financiamento em quatro frentes: redirecionar os fluxos financeiros existentes; mobilizar novos recursos por meio da justiça fiscal e financeira; reformar instrumentos e critérios de financiamento; e garantir acesso direto, simplificado e democrático aos recursos.
A primeira frente recomenda rever subsídios e renúncias fiscais, modificar as prioridades do financiamento à pesquisa e ao desenvolvimento e afastar fundos climáticos e de biodiversidade de iniciativas sem benefícios efetivos ou capazes de produzir novos danos. O documento destaca que projetos com ênfase em agroecologia receberam entre 0,6% e 1,5% do financiamento agrícola internacional entre 2014 e 2020.
A mobilização de novos recursos também passa pela justiça fiscal e financeira. Entre as propostas estão a tributação da riqueza extrema e das grandes corporações multinacionais, a cobrança de tributos sobre indústrias poluidoras e lucros extraordinários, o combate aos paraísos fiscais e a tributação de transações financeiras especulativas. O documento recomenda ainda medidas de alívio e cancelamento de dívidas, reparações históricas relacionadas ao tráfico transatlântico de pessoas escravizadas, redução dos gastos militares e impostos sobre produtos prejudiciais à saúde, como tabaco, bebidas alcoólicas e bebidas açucaradas.
Outra frente envolve reformar os instrumentos financeiros e os critérios de financiamento. O documento propõe mobilizar mecanismos como trocas de dívida, títulos verdes, bancos de desenvolvimento e financiamento misto, adaptando-os às realidades sociais, ecológicas e econômicas dos territórios.
Também defende a revisão das políticas de crédito rural. No Brasil, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), apesar de sua contribuição histórica para ampliar o acesso ao crédito, ainda direciona parte expressiva de seus recursos a cadeias produtivas fortemente controladas por grandes corporações, como as de aves, suínos, tabaco, soja e milho. A recomendação é coordenar crédito, assistência técnica, extensão rural e pesquisa para apoiar a diversificação produtiva e a transição agroecológica.
Os critérios de financiamento climático não devem se restringir à quantidade de emissões evitadas. Precisam considerar também os efeitos sobre a biodiversidade, a saúde, a segurança alimentar e nutricional, a inclusão social e a geração de renda. Indicadores mais abrangentes podem reconhecer benefícios relacionados à adaptação, à redução de perdas e danos e à recuperação dos ecossistemas, mesmo quando não são expressos exclusivamente em toneladas de carbono.
A quarta frente diz respeito ao acesso aos recursos. O documento estima que, durante a década de 2010, apenas aproximadamente 1% do financiamento climático chegou diretamente a povos indígenas e comunidades locais. Para ampliar esse acesso, recomenda reduzir exigências burocráticas incompatíveis com a capacidade administrativa de muitas organizações territoriais e assegurar a participação de entidades da agricultura familiar na governança dos fundos.
Essas organizações devem atuar também na definição de prioridades, na elaboração e execução de projetos e na gestão dos recursos. Muitas já oferecem crédito, formação, assistência técnica e apoio emergencial em seus territórios. Sua presença nas decisões financeiras pode aproximar os instrumentos de financiamento das necessidades das comunidades e ampliar sua autonomia.
A agenda inclui, ainda, a revisão de acordos internacionais de investimento que concedem direitos amplos a empresas transnacionais sem estabelecer obrigações equivalentes. A proposta é substituí-los por estruturas que priorizem o interesse público, os direitos humanos e a sustentabilidade socioambiental. Medidas como renda básica, redução da jornada de trabalho, fortalecimento da economia do cuidado e uso de moedas locais também integram as recomendações voltadas à democratização econômica.
Agricultura familiar e transição justa
As recomendações do documento articulam práticas produtivas, direitos territoriais, mercados, governança e financiamento. A agricultura familiar ocupa lugar estratégico nessa agenda por sua contribuição à produção de alimentos, à conservação da sociobiodiversidade e à vida econômica e social dos territórios.
Sua participação efetiva depende de condições concretas: acesso à terra, crédito adequado, assistência técnica, mercados estáveis e presença nas decisões sobre políticas e recursos. Ao reunir essas propostas, Agricultura Familiar na Transição Justa dos Sistemas Agroalimentares: Contribuições aos mapas do caminho da COP30 oferece uma contribuição à agenda da COP30: reconhecer agricultores familiares, povos indígenas e comunidades tradicionais não apenas como grupos afetados pela crise climática, mas como sujeitos políticos e econômicos capazes de conduzir respostas a partir de seus territórios.
Baixe aqui o estudo “Agricultura Familiar na Transição Justa dos Sistemas Agroalimentares: Contribuições aos mapas do caminho da COP30“
